sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

LOURES 2013 - O PS NO PODER E AGORA NA OPOSIÇÃO... A" MÚSICA" JÁ É OUTRA!

Vejam o que é a política. São todos uns" beneméritos"  para os seus Munícipes, especialmente no IMI.

                                       


1 - Em 2009 este blogue publicou este Post após o PS ganhar as eleições:



"Sábado, 7 de Novembro de 2009

AFINAL AS ROSAS TÊM ESPINHOS   

CÂMARA DE LOURES APLICA TAXA MÁXIMA NO IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS


Três semanas após as eleições e menos de uma semana depois de tomar posse, a maioria (agora absoluta) PS na Câmara Municipal de Loures começa a apresentar a factura aos munícipes.

Na primeira reunião, a Câmara aprovou, com os votos contra dos Vereadores da CDU, as taxas máximas permitidas na lei para o IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis.

Revelando uma grande insensibilidade social face à gravíssima situação social que se vive no Concelho e no País, nomeadamente o maior número de desempregados depois do 25 de Abril e o crescente número de famílias com dificuldade em cumprir com os seus compromissos financeiros. E, apesar da estável situação financeira da CML, reafirmada pelos seus responsáveis, a maioria PS foi insensível à proposta da CDU de aprovação de taxas que aliviassem a pesada carga fiscal que neste momento recai sobre os munícipes, baixando em 14% o respectivo valor.

Ao invés, o PS optou por aplicar a taxa máxima no Imposto Municipal sobre Imóveis para 2010.

Os Vereadores da CDU, fiéis ao Programa Eleitoral apresentado e aos seus compromissos, votaram contra a proposta da maioria PS e continuarão, como sempre, a defender os superiores interesses de Loures e da sua população."




2 - Em 2013 após perder as eleições e ficar na oposição a" música" do PS é outra:

"DECLARAÇÃO DE VOTO DOS ELEITOS DO PARTIDO SOCIALISTA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LOURES"

O actual executivo Municipal apresentou uma proposta de manutenção do IMI aos valores já propostos pelo PS no ano anterior.

O actual executivo municipal é composto por duas forças politicas que sempre defenderam a baixa imediata do IMI, e vincadamente passaram essa mensagem para os eleitores , criando nos munícipes a expectativa de verem de imediato satisfeitas as promessas eleitorais dos parceiros do executivo Municipal.

Seria de esperar que, como fizeram nos anos anteriores enquanto oposição, este executivo BI Partido apresentasse já uma proposta de redução do IMI.

Esse não foi o caminho escolhido, é mais fácil quando somos oposição apresentar medidas que sabemos que são meramente para agradar e fazer jus à frase de Joaquim Nabuco, “A oposição será sempre popular; é o prato servido à multidão que não logra participar no banquete."

Infelizmente tomadas de posição tão afirmativas não dignificam a política, e a imagem dos políticos.

O “argumentário” não varia de partido para partido, a culpa é sempre de “encontramos tudo pior do que esperávamos”, então se assim é não será preferível não prometer o que não sabemos se podemos cumprir? não é assim que fazem os “bonus pater” aos seus filhos ? Não é assim que deveríamos estar na politica?
“Os Outros também o fazem” “As pessoas já estão habituadas”, a verdade é que as pessoas não estão habituadas, estão cansadas !!!, estão sem confiança. E é por isso que cada vez mais se abstêm, que cada vez mais aparecem votos brancos e nulos.

Perante este cenário que os representantes do Partido Socialista nesta assembleia não podiam votar favoravelmente esta proposta porque estão empenhados em fazer cumprir este seu mandato com a responsabilidade de saber ler os resultados eleitorais, e não podem continuar a contribuir para estes já longos processos de descredibilização da politica.

E também é verdade que os representantes do Partido Socialista entendem que face aos dados até agora conhecidos não podemos apresentar a proposta que desejaríamos para reduzir as taxas de IMI aplicáveis.

Os representantes do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Loures estão conscientes da situação financeira dos pais, e das autarquias locais que têm tem vindo a sofrer um ataque nunca antes imaginado, por parte deste governo à sua autonomia financeira, com medidas legislativas que efectivam uma acentuada redução da participação das autarquias nos impostos do Estado, e consignando receitas dos municípios, situação que a maioria desta assembleia já no anterior mandato por diversas vezes afirmou e alertou. A verdade é que tal como anteriormente vaticinámos (na altura acompanhados por outras forças politicas, que agora só nos acompanham fora do nosso concelho) as medidas tomadas por este governo, contra o poder local, criaram e continuam a criar acrescidos constrangimentos na capacidade de intervenção das autarquias e na resolução dos problemas das respectivas populações.

A Câmara Municipal de Loures não é uma excepção a este cenário que colocou e coloca as autarquias em urgências financeiras complexas. Não podemos nós, de qualquer forma ardilosamente demagógica para aproveitamentos politico partidários de circunstancia, colocar o Município de Loures fora deste cenário, tentando com isso imputar responsabilidades exclusivas ao anterior executivo e esquecendo as situações supra referidas.

Mais ,

Tal como esta bancada tinha alertado como uma probabilidade a ter em conta, a receita municipal , por via da reavaliação do valor das habitações foi inferior ao efeito da mudança para a taxa aplicável aos imóveis já reavaliados (0,4 em vez de 0,7) provocou em média uma diminuição efectiva do valor do IMI cobrado, que se traduzirá numa diminuição em 2013 de cerca de 500 mil euros relativamente ao arrecadado em 2012, (de acordo com a informação da Câmara Municipal).

Ora,

Os representantes do Partido Socialista desejam a sustentabilidade financeira do Município, independentemente da posição e responsabilidades que exercem.

Os representantes do Partido Socialista desejam uma diminuição das taxas pagas pelos nossos munícipes, mas temos a plena consciência (face aos dados disponíveis) que tais desejos não nos podem afastar da responsabilidade que nos foi confiada pelos votos, e assim sem tomadas de posição meramente demagógicas e inconsequentes, como num passado recente outros partidos entenderam tomar, e com os considerandos indicados abstivemo-nos na votação da proposta apresentada pelo executivo Municipal.

Os representantes do Partido Socialista nesta Assembleia não podem por um lado contribuir para uma continua descredibilização da Politica absolvendo o executivo CDU/PSD, do que tão afirmativamente prometeu às populações para angariar o seu voto (baixar o IMI imediatamente), votando favoravelmente a proposta apresentada, mas também não podemos seguir o mesmo caminho votando contra e apresentando uma demagógica proposta de redução do IMI sabendo as dificuldades financeiras que os municípios atravessam por via do ataque ao poder local democrático que este governo têm imposto, que serão aliás agravadas por via do OE para 2014 agora aprovado.

Estas são pois as razões da nossa abstenção"

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