sábado, 26 de setembro de 2015

LEGISLATIVAS 2015 -A CRISE DOS REFUGIADOS E A FUGA DE MILHARES DE PORTUGUESES DE ANGOLA EM 1975.

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Portugal também conheceu, e em tempos bem recentes, a sua crise de refugiados. Acontece porém que lhes chamámos “retornados”. É a história de como centenas de milhares de portugueses sentiram necessidade de fugir das antigas colónias, e de Angola em particular, em 1975, uma fuga que há exactamente 40 anos fazia com que todos os dias aterrassem no aeroporto da Portela e no de Pedras Rubras cerca de quatro mil portugueses vindos de África, muitos dos quais nunca tinham pisado solo europeu, que Helena Matos conta num Especial do Observador, Há 40 anos, o desespero dos retornados: Tirem-nos daqui!. É um texto longo e detalhado, mas de leitura apaixonante porque nos revela momentos menos felizes da nossa história, pequenos ou grandes segredos dos quais ninguém na altura queria falar. No fim, tudo acabou assim:
Politicamente excluída e mediaticamente diabolizada, a comunidade branca, à medida que o tempo passa cada vez mais acompanhada de negros e mestiços (a tão temida quarta força) finalmente actuou. Não rodesiou Angola como receara Vasco Gonçalves. Não foi preciso que as Forças Armadas Portuguesas disparassem contra portugueses como ameaçara Mário Soares. Não sabotou o processo de independência aliando-se aos inimigos que queriam meter as garras em Angola como temia Rosa Coutinho. Também não iam participar com os seus “grupelhos reaccionários” nas eleições que Almeida Santos tanto anunciara e que afinal não só nunca aconteceram como, dirão os mesmos que as anunciavam, nunca estiveram para acontecer. A quarta força encaixotou o que pôde e decidiu partir. Por terra mar ou ar, a quarta força deixou Angola.

  


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